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Brasileiro é o povo que mais acredita em fake news no mundo, diz diretor do instituto Ipsos

O diretor de Opinião Pública do Instituto Ipsos, Danilo Cersosimo, deu entrevista ao Estadão sobre mais um motivo de orgulho nacional: o brasileiro é o povo que mais acredita em fake news no mundo – são 62%, seguidos de Arábia Saudita e Coreia do Sul ( 58%) e peruanos e espanhóis (57%):

A que o sr. atribui o fato de o Brasil ser o País que mais acredita em fake news, de 27 pesquisados?
De fato, aqui 62% admitem que já acreditaram numa fake news em algum momento. O curiosos é que chegam a 68% os que garantem saber a diferença entre falso e verdadeiro, no caso. O contexto brasileiro é muito favorável à disseminação de fake news devido à queda de confiança nas instituições. E chama a atenção, neste momento, que os próprios candidatos se habituaram a disseminar acusações contra seus opositores, sem se dar ao trabalho de checar se a denúncia é verdadeira. Mas há outro fator. As fake news são lidas e passadas adiante por quem não as percebeu como mentira e também pelos que perceberam. O que estes querem é queimar os concorrentes.

E na política há o componente emocional que leva o cidadão a fincar pé numa posição, mesmo que lhe provem que sua avaliação não é correta.
Sim, o sujeito, na política, muito frequentemente “escolhe” um lado e não o abandona mais. Há um sentido de identidade com o grupo, de autoestima. Não é qualquer um que admite que errou e muda de lado.

Quando o cidadão fala de fake news, do que ele fala exatamente?
Sobre a compreensão do termo fake news, a pesquisa identificou que 68% dos brasileiros declaram que são “histórias em que os fatos estão errados”. Uma segunda definição é que “são histórias em que os veículos de comunicação ou políticos só selecionam os fatos que sustentem seu lado do argumento”, adotada por 25% dos consultados. E numa terceira posição, com 18%, estão os que entendem que “é um termo que políticos e mídia usam para negar as notícias com as quais eles não concordam”. (…)

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PS:

Os jornalistas André Fran, Rodrigo Cebrian e Felipe UFO realizaram para a Globonews um documentário sobre fake news e entrevistaram um jovem da Macedônia que criou um site para divulgar notícias falsas que tiveram impacto no resultado da eleição dos Estados Unidos.

O jovem, identificado como Christiam, da pequena cidade de Veles, disse que criou o site para ganhar dinheiro, com publicidade virtual, que remunera na proporção dos acessos ao site. “Nos Estados Unidos, o Google paga melhor”, afirmou. As notícias falsas que interessavam ao eleitor de Donald Trump eram muito acessadas.

“Por quê?”, perguntou o repórter. “Porque o eleitor de Trump acredita em qualquer coisa, é muito desinformado”, disse ele, que tentou criar outros sites para buscar audiência nos eleitores de Hilary Clinton e Bernie Sanders, de centro e centro esquerda.

Segundo ele, não tiveram muitos acessos, e ele descartou a ideia e se concentrou no eleitorado de direita. 

 

Fonte: Diário Centro do Mundo

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andrade@sintrafesc.org.br

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