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Com servidores sob ameaça do governo, Condsef/Fenadsef convoca CDE

A reunião será nesta quinta, dia 8, em Brasília

 

Reforma da Previdência, privatização, extinção de órgãos públicos e criação de agências de caráter privado, demissão de servidores, fim da estabilidade, redução de ministérios. Esses são apenas alguns dos fantasmas que rondam o serviço público federal e representam uma ameaça ao funcionalismo. Todos esses temas estarão na pauta da reunião do Conselho Deliberativo (CDE) da Condsef/Fenadsef, que acontece nesta quinta-feira, 8 de novembro, às 10h, na sede da entidade, em Brasília.

Se o cenário para o serviço público e para o servidor já está difícil no governo ilegítimo de Michel Temer, tende a piorar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, que toma posse em janeiro próximo. Bolsonaro já declarou inúmeras vezes que vai implantar uma reforma administrativa, com corte gastos, privatizações e até demissões. Já deu sinais também que irá extinguir os ministérios da Cultura e do Trabalho, além de ter anunciado a fusão das pastas da Agricultura com Meio Ambiente. Quanto à reforma da Previdência, a equipe do novo presidente quer aprovar ainda este ano, antes mesmo de assumir o comando do país.

A previsão é que participem da reunião do CDE representantes dos servidores federais de vários estados. Durante a atividade, será feita uma análise de conjuntura política e a repercussão desse quadro para o serviço público e para o funcionalismo. Na sequência, os sindicalistas vão discutir e aprovar um calendário de atividades que vai pautar a luta da categoria nos próximos meses. Uma das propostas que deve ser discutida é a realização de uma força tarefa no Congresso Nacional para angariar apoio parlamentar, no sentido de barrar os projetos que prejudicam os servidores e o serviço público.

“Vamos traçar o caminho que queremos trilhar. É importante manter um diálogo constante com parlamentares. Vamos pressionar o Congresso e denunciar os ataques que o serviço púbico e o conjunto dos servidores federais estão sendo alvo”, destacou o secretário geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo.

RAIO X

O desmonte do Estado, inclusive, foi tema de reportagem publicada esta semana pelo Blog do Servidor, do jornal Correio Braziliense. Segundo a reportagem, hoje existem 633.902 mil servidores ativos, dos quais 107 mil estão sob o regime de abono de permanência e outros 201 mil estão prestes a se aposentar.

O texto mostra ainda que esse contingente terá uma redução de 50% nos próximos três anos. A estimativa é de que, até 2021, existam apenas 324,540 servidores federais, caso os postos de trabalho não sejam substituídos via concurso público.

 

  • Capa: Wilson Dias, Ag. Brasil

Fonte: Condsef/Fenadsef

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