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Ebserh: Em meio a avanço da Covid-19, empregados esperam atendimento de pautas

Empresa havia se comprometido a dar retorno à uma lista de reivindicações urgentes apresentadas pela categoria. Condsef/Fenadsef efetuou contato, mas até o final dessa sexta não obteve resposta

 

No início dessa semana, a Condsef/Fenadsef encaminhou à Ebserh demandas dos empregados com sete reivindicações emergenciais que incluem garantias de equipamentos de proteção individual (EPI) aos empregados da Ebserh, exames periódicos na equipe, a criação de um comitê emergencial de crise da covid-19 com participação dos trabalhadores. A categoria é uma das que atua na linha de frente do combate ao avanço da pandemia no Brasil.

A garantia de repouso semanal, aplicação de normas contidas na portaria 711 e instrução normativa 21, treinamento para os que vão lidar com infectados, além da contratação emergencial de profissionais da saúde para reforçar a equipe completam a lista de urgências. A empresa havia se comprometido no esforço de dar uma resposta formal ainda essa semana aos empregados, o que não aconteceu. A Condsef/Fenadsef buscou contato com representantes da Ebserh e até o final do dia não obteve retorno.

Afrouxar isolamento pode levar a colapso

Insegurança, preocupação e apreensão tomam conta dos profissionais de saúde em todo o Brasil. Os casos confirmados e óbitos registrados no Brasil em função da Covid-19 só crescem. Especialistas avaliam que o pico da doença no país acontecerá no início de abril. A intenção era seguir a estratégia recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para isolamento social, mas a intervenção do presidente Jair Bolsonaro essa semana traz incertezas a esse cenário, indicado justamente para conter a curva do contágio e evitar um colapso no sistema de saúde.

O recuo de Bolsonaro, que pode provocar o afrouxamento do isolamento social, preocupa. Dias depois de solicitar ao Congresso Nacional que fosse decretado estado de calamidade pública, o presidente fez um pronunciamento defendendo o retorno das pessoas ao trabalho, excetuando perfis considerados de risco. Uma campanha “O Brasil não pode parar” foi lançada e passeatas contra medidas mais rigorosas de isolamento aconteceram em algumas cidades, nessa sexta-feira, 27.

A campanha só não leva em conta os dados que apontam que mais de 60% da população acima de 60 anos no País moram com outras pessoas que não estão classificadas como grupo de risco e passam a ser um foco em potencial de contaminação para esses idosos.  O exemplo do que ocorreu em Milão, na Itália, que promoveu uma campanha semelhante, mostra que os resultados desse afrouxamento são catastróficos. A cidade tem hoje quase metade dos óbitos regitrados pela doença naquele país.

É nesse cenário de incertezas e inseguranças que trabalhadores da area da saúde se uniram para pedir que o isolamento social continue sendo adotado. A campanha iniciada justamente pelos profissinais da saúde que dos hospitais enviavam a mensagem “Estou aqui por você. Fique em casa por nós” continua circulando por diversas redes sociais. A maioria dos governadores e prefeitos optaram por continuar com os decretos que impõem restrições ao funcionamento do comércio. Mas a pressão do presidente, reforçada por um grupo de empresários brasileiros, para cessar o isolamento deve continuar nas próximas semanas. o avanço da pandemia será um termômetro sobre os efeitos dessa queda de braço que ameaça milhares de vidas.

Os exemplos ao redor do mundo mostram que o isolamento social segue sendo a melhor medida contra esse desafio. “É também para proteger os profissionais da linha de frente que não podem se ausentar dos seus postos de trabalho, e auxiliar no salvamento de muitas vidas que devemos seguir respeitando esse isolamento”, reforça o secretário-geral da Confederação, Sérgio Ronaldo da Silva. “O mundo todo segue a cartilha da OMS, apenas o presidente do Brasil está indo na contramão do que recomendam os especialistas”, pontua.

Na próxima semana a Condsef/Fenadsef vai continuar buscando contado com a Ebserh em busca de respostas para a pauta emergencial dos empregados. No momento, a garantia dos equipamentos de proteção para os empregados está no topo dessa lista. “Nos preocupa que os empregados enfrentem o desafio que está por vir sem que a empresa lhes garanta o básico em equipamentos de proteção. Mas vamos insistir no atendimento de todos os pontos levantados pela categoria”, reforçou.


  • Capa: Divulgação, Ebserh

Fonte: Condsef/Fenadsef

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andrade@sintrafesc.org.br

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