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Editorial Sintrafesc – Uma encruzilhada no caminho democrático brasileiro

Durante os últimos dias vimos e ouvimos inúmeras propostas de diversos candidatos aos mais variados cargos em disputa nas eleições. Também vimos ausência de propostas em algumas candidaturas e outras extremamente polêmicas e que provavelmente não trarão alento para o conjunto da sociedade. É na diferença das propostas que encontramos a encruzilhada e teremos que escolher qual caminho seguir. Se acreditamos que a liberação do uso de armas vai resolver o problema crônico da violência no Brasil, então seguiremos para uma determinada direção, ou se acreditamos que as políticas publicas, a presença do Estado, a melhoria nas condições de vida das famílias, a possibilidade de novas oportunidades de emprego, de acesso ao ensino publico com qualidade e a universidade também publica e de qualidade para os nossos jovens, possa diminuir a violência, então teremos que fazer outra escolha de caminho a seguir.

Se você entende que a sociedade deve ser dividida entre brancos, negros, índios, religião, condição sexual ou formação familiar, você terá que escolher um determinado caminho. Porém, se você acredita que é possível vivermos numa sociedade mais fraterna, mais justa, onde todos tenham liberdade de escolha, o caminho terá que ser outro.

Se você considera que investimentos públicos em saúde, educação, moradia, saneamento básico e segurança não são importantes, se direitos trabalhistas, estabilidade no emprego, concurso público, universidades públicas, escolas técnicas PROUNI, FIES, Minha Casa Minha Vida, Luz para todos, recursos e políticas para diminuir os efeitos perversos da seca e tantas outras políticas públicas não são importantes, se o décimo terceiro salário e um terço de férias, também não são importantes, nesse caso, você escolhe o caminho que um determinado candidato defende, tendo votado a favor do fim de todos esses direitos. Agora, se você entende que todas essas políticas públicas são importantes e necessárias para o conjunto da sociedade, você tem a opção de um candidato que criou ou ajudou a ciar a maioria dessas políticas. A escolha é nossa.

O Brasil é um país extremamente rico em recursos naturais, imensas florestas tropicais, incalculável reserva de água doce, enorme reservas minerais, muitas ainda não exploradas, uma enorme reserva de petróleo com a descoberta do pré-sal, que poderá ser nosso passaporte para um futuro promissor, permitindo investimentos em saúde, educação, moradia digna para todos os brasileiros e brasileiras. Pois bem, toda essa riqueza está sendo entregue às grandes corporações mundiais a um preço vil. O império americano, que ao longo de décadas tem provocado guerras, invadido países, destruído democracias, com um único objetivo: apropriar-se das riquezas desses países. Isso não é diferente com o Brasil. Desde a descoberta do pré-sal a nossa democracia tem sido bombardeada com espionagem, pautas-bomba no congresso para inviabilizar um governo legitimamente eleito, a derrubada de uma presidente sem cometimento de crime, a atuação de um judiciário comprometido com essa política, acobertados por uma mídia comprometida com o golpe ainda em curso.

O segundo turno da eleição presidencial no Brasil apresenta duas candidaturas muito distintas. Uma defende a privatização de todos os serviços públicos, entre elas a educação em todos os níveis, a saúde, as empresas estatais que são fundamentais para o nosso desenvolvimento, como a Petrobrás, a Eletrobrás, bancos públicos, o fim da estabilidade no serviço público, condição essa que garante o exercício da função pública sem a interferência política. A outra, defende a soberania e o uso de nossas riquezas para o bem de todos os brasileiros, a democracia como princípio básico e único da humanidade, a inclusão social com uma melhor distribuição de renda, o acesso ao emprego, saúde, educação, moradia, saneamento básico, enfim, uma sociedade onde todos tenham oportunidades de desenvolvimento pessoal.

Esse é o momento em que a sociedade brasileira terá que tomar, talvez, sua decisão mais importante. Teremos que decidir que país queremos deixar aos nossos filhos, netos e bisnetos, enfim, para as gerações futuras.

As cartas do jogo democrático estão na mesa e são somente duas, Haddad 13, com suas propostas de inclusão social e diálogo com a sociedade, ou Bolsonaro 17, com suas propostas bélicas e de exclusão social.

FAÇAMOS NOSSAS APOSTAS!

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andrade@sintrafesc.org.br

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