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Eleições 2018: Último debate marca reta final da campanha em Santa Catarina

Último embate televisivo do primeiro turno das Eleições 2018, o debate da NSC TV, na noite desta terça-feira, foi marcado por todos os elementos de um campanha eleitoral: indiretas, críticas, foco em polêmicas, troca de farpas e apresentação e discussão de propostas. Participaram do encontro os candidatos dos partidos ou coligações com cinco ou mais parlamentares no Congresso Nacional, conforme a legislação eleitoral: Leonel Camasão (PSOL), Comandante Moisés (PSL), Décio Lima (PT), Gelson Merisio (PSD), Jessé Pereira (Patriota) e Mauro Mariani (MDB). 

As polêmicas entraram no debate logo no primeiro bloco. Camasão abriu a rodada de perguntas questionando Merisio sobre procedimento aberto pelo Ministério Público sobre enriquecimento ílicito e lavagem de dinheiro divulgado por um veículo de imprensa. O pessedista rebateu na resposta e na tréplica pontuando que na verdade se trata de uma denúncia do MDB de Chapecó sem fundamento, segundo ele, negou as irregularidades pontuadas e declarou que não tem nenhum processo contra ele. 

Na sequência Merisio escolheu Mariani para perguntar e a tensão continuou, com ele questionando a posição do emedebista em relação à disputa presidencial em um eventual segundo turno, lembrando que declarou voto em Bolsonaro. Mariani respondeu que está disposto a ser governador, mas não a qualquer custo, e criticou a aliança de Merisio. O candidato do PSD reforçou o apoio a Bolsonaro e voltou a cobrar posicionamento do adversário, afirmando que nesta eleição precisará escolher “um lado”. Mariani afirmou “não ser oportunista”, reiterou apoio a Henrique Meirelles (MDB) e declarou que uma posição no segundo turno será discutida no segundo turno. 

Em outro momento, Moisés pediu para Décio detalhar a proposta de um SUS catarinense, dizendo que a crise no setor é reflexo dos problemas nos governos federais petistas. Após rebater afirmando que a situação é resultado dos últimos 16 anos de governos de PSD e MDB, Décio explicou alguns pontos, como otimizar todos os atendimentos e serviços da saúde com um aplicativo. 

Segundo bloco

A segunda rodada de perguntas foi com temas determinados, sorteados ao vivo. Camasão perguntou a Mariani sobre educação e questionou porque o MDB, quando aliado do PSD nos últimos governos, fechou escolas e precarizou o setor. O emedebista disse que sempre foi contra essa aliança e que nunca participou do governo, e depois apresentou algumas propostas. Na réplica, o candidato do Psol ironizou o “desconhecimento” entre si dos candidatos de partidos que estavam juntos nas gestões recentes do Estado e afirmou que reabrirá escolas e reestruturará a educação. Mariani, na tréplica, declarou que a educação será prioridade e citou ensino em tempo integral como uma das propostas. 

Respondendo a Merisio sobre corte de gastos, Décio voltou a criticar os governos dos últimos 16 anos e prometeu uma nova convenção social com a população e prometeu o fim do que chamou de fisiologismo político com as ADRs, além da revisão das isenções fiscais. Merisio pontuou que é “preciso olhar para frente” e destacou o corte de comissionados que pretende fazer e os investimentos em tecnologia. O petista concluiu afirmando ser necessária a renovação no modo de governar. 

As privatizações entraram em pauta em pergunta de Jessé a Comandante Moisés, que respondeu que as empresas públicas compõem um grande capital para o catarinense e prometeu tirar gestores políticos e cortar cargos desnecessários. Na réplica, Jessé reforçou a necessidade de cortar cargos e, na tréplica, Moisés pontuou que em um eventual governo dele podem ocorrer algumas privatizações especialmente em rodovias. 

Terceiro bloco

No terceiro bloco, Moisés perguntou a Merisio se, como o candidato do PSD declarou voto em Bolsonaro, não era hora de admitir que deveria votar no PSL também para governador, o que provocou risos contidos entre os convidados dos candidatos que acompanhavam o debate nos estúdios. Merisio disse que a declaração de voto dele era pessoal e que era preciso escolher “um lado” na disputa presidencial e que ninguém é “dono” de alguma candidatura. Moisés rebateu reforçando que é o único candidato de Bolsonaro no Estado e criticou “oportunismos”. 

Respondendo a Jessé sobre as grandes coligações, Camasão criticou a “velha política” e pediu por reformas no sistema. O tom foi mantido na réplica, com o candidato do Patriota criticando o pouco tempo de rádio e TV para apresentar as propostas por conta da legislação eleitoral. O candidato do PSOL concluiu criticando quem anda com figuras públicas envolvidas em escândalos, como Eduardo Cunha e Romero Jucá, pedindo renovação. 

O embate voltou a esquentar ainda quando Mariani perguntou a Merisio sobre as ADRs, quanto a cargos que o pessedista teria indicado quando o partido fazia parte da aliança com o MDB de Luiz Henrique da Silveira. Merisio respondeu reafirmando que quer “olhar para frente”, apontou boas ações de LHS que foram continuadas por Raimundo Colombo (PSD) e disse que o adversário esconde o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) da campanha. Mariani rebateu destacando a quantidade de indicações que Merisio fez para as ADRs e, na tréplica, o pessedista criticou a postura do emedebista em relação às investigações contra Michel Temer (MDB). 

Quarto bloco

O último bloco também foi com temas determinados. Mariani questionou Jessé sobre propostas para a segurança pública, e o candidato respondeu que a primeira atitude é ter um secretário que realmente entenda do assunto, além de investimento em tecnologia. Na réplica, Mariani prometeu valorizar as forças de segurança e repor os efetivos, entre outras ações. 

Com o tema de infraestrutura, Jessé questionou Moisés sobre como fazer as obras nessa área com o pouco dinheiro que o Estado tem. O candidato do PSL promete uma redistribuição federativa dos recursos, junto com o governo federal, no que foi reforçado na réplica por Jessé, que defendeu ainda as parcerias público-privadas. 

Ao responder a Moisés sobre geração de empregos, Camasão defendeu a revogação da reforma trabalhista e um novo modelo de desenvolvimento para o campo, entre outras ações. Moisés disse ser necessário adequar o ensino, especialmente o técnico, à demanda do mercado. 

Ao final das rodadas de perguntas, os seis candidatos ao governo de SC tiveram um minuto cada para as considerações finais, em que agradeceram os apoios até agora, repetiram algumas de suas principais bandeiras ao longo da campanha e pediram o voto dos eleitores.

 

  • Capa: Leo MUnhoz

Fonte: Victor Pereira, NSCDC

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