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Enquanto a Amazônia queima, Exército brinca de guerra

Em apenas 13 dias, as queimadas na Amazônia neste mês de outubro já superaram o número total registrado para os 31 dias de outubro de 2019. De acordo com o INPE, a região somou 9.736 focos de calor em pouco menos de duas semanas, número 25% maior que todos os focos registrados em outubro do ano passado (7.855).

No Estadão, Giovana Girardi mostrou esses números e lembrou que, mesmo em ação na Amazônia desde maio, os militares não estão tendo sucesso no combate ao fogo. Em agosto, as queimadas também tinham disparado, com alta de 60% com relação ao mesmo mês no ano passado (32.017 focos contra 19.925).

Essa situação talvez seja resultado de um problema de priorização de ações por parte do Exército. Afinal, ao mesmo tempo em que a floresta queima, os militares gastaram quase R$ 9 milhões para a realização de exercícios de guerra na Amazônia, mobilizando 3,6 mil soldados, além de viaturas, aviões, helicópteros, balsas e ferry-boats. Segundo a Folha, a operação simulou uma invasão da região por um “exército vermelho”. N’O Globo, especialistas alertaram que, mesmo sendo uma ação normal de treinamento, a operação pode ter sido utilizada com o objetivo de reforçar a retórica ideológica do governo Bolsonaro – que nega que a floresta esteja pegando fogo e refuta qualquer crítica internacional sobre isso, acusando-a de interferência na soberania nacional sobre a Amazônia.

Em tempo: Cientistas do Instituto Potsdam de Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK), na Alemanha, desenvolveram um modelo climático capaz de antecipar períodos de seca na Amazônia com até 18 meses de antecedência. O modelo foi desenvolvidos a partir de análises da temperatura da superfície do Oceano Atlântico, um indicador importante sobre a possibilidade de estiagens mais prolongadas na região. UOL Ecoa destacou os principais pontos do modelo.


 

Fonte: ClimaInfo

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andrade@sintrafesc.org.br

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