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Florianópolis tem a cesta básica mais cara do país, aponta Dieese

Levantamento de preços em setembro mostrou alta de 0,97%; cesta chegou a R$ 435,47 na Capital catarinense

 

Está mais caro comprar alimentos em Florianópolis. De agosto para setembro, a cesta básica subiu 0,97% na Capital e chegou a R$ 435,47, a mais cara do país, seguida por São Paulo (R$ 432,83) e Porto Alegre (R$ 423,01). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, dia 4,  pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

O reajuste fez com que Florianópolis passasse da segunda posição em agosto para a primeira com a cesta básica mais cara entre as 18 capitais avaliadas. Já em julho, de acordo com o Dieese, a cidade catarinense tinha ficado em quarto lugar. O preço da cesta registrado em setembro é o segundo mais caro em Florianópolis neste ano, perdendo apenas para o valor médio de maio (R$ 441,62), impactado pela greve dos caminhoneiros. O mais baixo foi em julho, quando os itens custavam R$ 415,27. 

 Em setembro, os menores valores médios das cestas foram observados em Salvador (R$ 315,86) e São Luís (R$ 324,04). 

Entre agosto e setembro de 2018, alguns dos produtos que tiveram altas em Florianópolis foram arroz agulhinha  (13,96%), tomate  (11,90%). Já as quedas apareceram em produtos como batata  (-28,97%) e açúcar (-5,38%). 

Nos últimos 12 meses, o preço da cesta básica já subiu 3,89% em relação ao período anterior em Florianópolis. A alta é de 4,03% nos nove meses de 2018.

Variação de preços no país

Entre agosto e setembro, seis produtos tiveram retração nos preços: batata (-8,14%), tomate (-5,31%), leite integral (-4,15%), açúcar refinado (-1,67%), manteiga (-1,15%) e óleo de soja (-0,30%). E tiveram alta o pão francês (1,23%), a carne bovina de primeira (1,71%), o café em pó (2,42%), a banana (2,63%), o arroz agulhinha (2,67%) e a farinha de trigo (5,99%).

Salário ideal

O Dieese também calcula mensalmente o salário mínimo ideal para que um trabalhador possa se alimentar e garantir a manutenção de uma família de quatro pessoas. Segundo a entidade, esse valor seria de R$ 3. 658,39, ou 3,83 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954. 

Em setembro de 2018, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 85 horas e 35 minutos no país, já em Florianópolis foi de 100 horas e 25 minutos.  

 

  • Capa: Leo Munhoz, Agencia RBS

Fonte: Hora de Santa Catarina

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