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Há 236 anos nascia Simón Bolívar, o libertador da América

Considerado um herói revolucionário, militar foi essencial nas lutas de emancipação de territórios do continente

Mais custa manter o equilíbrio da liberdade do que suportar o peso da tirania

Em 24 de julho de 1783, há exatos 236 anos, nascia em Caracas, atual capital da Venezuela, Simón Bolívar, o mais importante líder dos movimentos de independência da América do Sul.

Apesar de ter vindo da elite criolla (como eram conhecidos os descendentes de espanhóis nascidos na América), Bolívar desde cedo destoou do pensamento corriqueiro de sua classe. O militar foi um defensor do fim da escravidão e considerava a América sob domínio espanhol como uma nação mestiça e não uma extensão da Europa. 

Bolívar teve uma juventude conturbada. Aos 3 anos perdeu o pai e, aos 9, a mãe. Passou a ser criado por se avô materno e, após a morte deste, pelo tio Carlos Palacios.

Dois de seus professores, Simón Rodrigues e Andrés Bello, ajudaram a gestar o ideal de libertação que seria o principal legado de Bolívar. O líder viajou para a Europa aos 14 anos, onde estudou os autores iluministas responsáveis por influenciar a Revolução Francesa.

Guerras de independência

Aos 19 anos, de volta à Venezuela, perdeu a esposa, Maria Teresa. Decidiu então retornar à Europa. Em 14 de agosto de 1805, então aos 22 anos, fez o famoso juramento do Monte Sacro, onde prometeu que não descansaria até que libertasse toda a América sob controle espanhol. O local tinha um valor simbólico: foi palco do protesto de plebeus contra a aristocracia na Roma antiga.

Também influenciou Bolívar sua viagem pelos Estados Unidos, país que havia se tornado independente da Inglaterra no ano de seu nascimento, 1783. 

Quando Napoleão Bonaparte ordenou que o exército da França ocupasse a Espanha, foram criadas condições favoráveis para o surgimento de movimentos de independência na América Latina. Ao voltar para a Venezuela, em 1807, organizou um exército e iniciou sua luta contra a Espanha, financiada, em parte, pela fortuna de sua família. 

Daí em diante passou a travar as guerras de independência, libertando enormes faixas de território e estabelecendo, em 1819, a Grã-Colômbia – que correspondia aos atuais territórios de Colômbia, Panamá, Venezuela e parte do Equador. O líder também libertou Peru e Bolívia.

A história da Grã-Colômbia remonta a um antigo sonho de Bolívar, que era o de unificar as colônias da América espanhola. A ideia, no entanto, acabou minguando. O país sonhado foi sendo dissolvido entre o final dos anos 1820 e 1830 por conta das diferenças políticas entre partidários do federalismo e centralismo, além de tensões regionais. 

Considerado um herói revolucionário, a atuação de Bolívar foi essencial para o desenrolar de mudanças significativas e pela emancipação da América do Sul. Embora tenha ganhado inúmeras guerras, o líder morreu em 17 de dezembro de 1830, aos 47 anos, após uma longa batalha contra a tuberculose.

 

  • Edição: João Paulo Soares

Fonte: Tiago Ângelo, Brasil de Fato

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