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Maioria dos federais adere a paralisação nacional nessa sexta, 14

Categoria aprovou adesão à greve geral da classe trabalhadora em defesa da Previdência Pública e contra cortes em serviços essenciais. Não consumir nada ao longo do dia de paralisação é um dos objetivos do protesto

 

Servidores federais em todo o Brasil vão engrossar a Greve Geral dessa sexta-feira, 14. A paralisação de atividades foi aprovada em plenária nacional da Condsef/Fenadsef nesse sábado, 8, em Brasília. A entidade representa a maioria dos servidores federais do Executivo. Entre os objetivos da paralisação está também não consumir nenhum produto ou serviço ao longo de toda a sexta. “Será uma resposta importante da classe trabalhadora contra essa política que prioriza a retirada de direitos, não gera empregos e mergulha cada vez mais o País na crise”, pontuou Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação. A defesa da Previdência Pública, contra a PEC 06/09 está no centro dos protestos.

O vazamento de conversas que mostram entrozamento entre o então juiz e agora ministro da Justiça, Sérgio Moro, com procuradores da Lava Jato também está gerando revolta. As muitas dúvidas sobre a legitimidade desse processo que ajudou a alterar o cenário político e ecônomico no Brasil não podem ser desprezadas. As acusações foram publicadas pelo The Intercept Brasil que revelou ser apenas o início de uma série de denúncias feitas a partir de uma fonte que será mantida em sigilo. O jornalista premiado, Glenn Greenwald, informou que é um conjunto imenso de provas que poucas vezes foi visto na história do jornalismo. “São acusações graves que representam um ataque ao processo democrático brasileiro que nos trouxe a esse cenário de retirada de direitos e ataques à classe trabalhadora. Precisamos reagir, seguir atentos e mobilizados em defesa de nossos direitos”, resumiu Sérgio.

Ebserh engrossa greve

Também em plenária da categoria, os empregados da Ebserh aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do dia 18 de junho. Eles lutam para que o processo de negociação que envolve o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) da categoria saia do impasse em que se encontra. Em maio, a Confederação, que acompanha todas as etapas do impasse, solicitou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) mediação na expectativa de destravar as negociações após várias rodadas de reuniões sem consenso. Na ausência de resposta, a categoria acredita que a greve deve pressionar o órgão na defesa dos direitos trabalhistas.

A paralisação dos empregados da Ebserh terá início após a Greve Geral de 14 de junho, convocada por centrais sindicais e movimentos sociais em defesa da Previdência Social. Para líderes sindicais, a próxima sexta-feira entrará para a história da resistência no Brasil. Para a Condsef/Fenadsef é preciso dar uma resposta contundente a todo esse processo que nos prejudica e a greve geral será fundamental nesse caminho.

 

  • Capa: Edson Rimonatto (Rima)

Fonte: Condsef/Fenadsef

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andrade@sintrafesc.org.br

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