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Mobilizações acontecem por toda Santa Catarina em defesa da Previdência

Atos e panfletagens aconteceram em mais de dez cidades do Estado contra reforma de Bolsonaro que quer acabar com o direito à aposentadoria

 

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, todo o Brasil estava mobilizado contra a proposta da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que restringe o acesso à aposentadoria e reduz o valor do benefício. Em Santa Catarina, aconteceram atividades em todas as regiões do Estado para protestar contra a reforma e dialogar com a população sobre os riscos que à aposentadoria.

As mobilizações desta sexta são um esquenta para a greve geral que a CUT e demais centrais vão organizar se o governo insistir em manter a tramitação da proposta que acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, impõe a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres terem direito ao benefício.

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, falou que os trabalhadores e trabalhadoras em todo o Brasil conseguiram mandar o recado para o governo Bolsonaro de que não aceitam a Reforma da Previdência “Grandes mobilizações aconteceram no país e mostraram que os brasileiros não aprovam esse ataque à aposentadoria e que se o governo insistir em colocar a reforma para votação o Brasil inteiro irá parar”.

Ela também lembrou da importante tarefa que todo o movimento sindical tem daqui para frente “Daqui pra frente todos e todas precisam dialogar com o povo e explicar que se essa reforma for aprovada milhões de trabalhadores e trabalhadoras terão o seu direito à aposentadoria destruídos. Nossa tarefa também é pressionar todos os deputados e senadores para que saibam que quem votar contra o povo não vai ser perdoado”.

Florianópolis

Florianópolis

A chuva que começou no início da tarde poderia ser o indicativo de que o ato marcado para as 17h na capital catarinense não aconteceria. Mas os trabalhadores e trabalhadoras mostraram que não nem o mau tempo os impediria de mostrar sua indignação com a Reforma da Previdência de Bolsonaro.

Aos poucos, os trabalhadores foram chegando e se acumulando embaixo de uma grande tenda que estava montada em frente ao Ticen. Em meia hora o espaço coberto já estava pequeno para o número de pessoas que saíram de seus trabalhos e casas para defender a previdência. O povo provou que não existe desculpa para fazer a luta e quem não coube embaixo da tenda se protegeu com sombrinhas e capas de chuva.

Com bandeiras, faixas e cartazes os militantes ocuparam a frente do terminal no centro. O carro de som entoava o jingle que mandava o recado “Quem produz a fortuna merece sim descansar, bem que mais um deputado, o povo quer se aposentar. Previdência não faliu, estão querendo enganar. O povo vai se unir, o Brasil todo vai parar”.

A presidenta da CUT-SC participou do ato e falou para os trabalhadores “Essa chuva veio para renovar as nossas energias e provar que nada pode nos tirar da luta. Se o governo Bolsonaro insistir em atacar a nossa aposentadoria nosso recado foi dado hoje: o Brasil inteiro vai parar!”.

 

Sul

Em Criciúma, também embaixo de chuva, trabalhadores e trabalhadoras se reuniram na Praça Nereu Ramos para protestar contra a Reforma da Previdência. Além das falas de dirigentes sindicais denunciando o ataque à aposentadoria feita pelo governo, um advogado trabalhista também está no local esclarecendo para a população o que muda nas regras para se aposentar, caso a reforma seja aprovada.

Criciúma
Araranguá

 

O Sindicato dos Comerciários de Laguna montou uma tenda na praça em frente ao Mercado Público para dialogar com a população sobre a reforma. A ação contou com a participação de dirigentes do Sindicato dos Comerciários de Tubarão, além de trabalhadores de outras categorias.

Araranguá também se uniu ao Dia de Luta e realizou um ato público com para protestar contra a proposta de Bolsonaro. Trabalhadores e trabalhadoras caminharam pelas ruas centrais da cidade e ocuparam a frente do prédio da Previdência Social para dizer não à Reforma.

Vale

Em Blumenau, centenas de trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a praça em frente à agência do INSS em um ato contra a Reforma da Previdência. Com faixas e cartazes, os participantes caminharam pela rua XV de Novembro e deram o recado de que não aceitam o desmonte da previdência pública.

Ato em Blumenau

 

Oeste

No Oeste, diversos municípios realizaram ações para marcar o Dia de Luta em Defesa da Previdência. Em Chapecó, durante a manhã  dirigentes e funcionários dos sindicatos cutistas do Oeste realizaram panfletagens no Terminal Urbano, no Centro e em diversas ruas da cidade. Panfletagens também aconteceram em Joaçaba, Campo Erê, Coronel Freitas, Marema, Ipumirim, Xanxerê, Maravilha e Concórdia.

Diversas panfletagens aconteceram no Oeste do Estado

 

Meio-oeste

Em Caçador, dirigentes sindicais ocuparam a frente do INSS com faixas, cartazes e bandeiras em um ato de protesto à Reforma da Previdência, além de entregaram materiais para as pessoas que passavam por ali para explicar os impactos da proposta de Bolsonaro.

Lages também realizou panfletagens durante todo o dia na parte central da cidade. A programação do Dia de Lutas em Defesa da Previdência encerrou com um aulão popular sobre a Reforma da Previdência, no Calçadão Tiago Fiúza de Carvalho.

Caçador

 

Norte

Trabalhadores e trabalhadoras em Joinville também deram o recado de que não aceitam a Reforma da Previdência em um ato na Praça da Bandeira. Dirigentes sindicais dialogaram com a população e explicaram sobre a importância dos trabalhadores se mobilizarem contra este ataque à aposentadoria.

Ato em Joinville

 

A programação na região contra a Reforma da Previdência continua neste sábado (23), quando a Intersindical dos Trabalhadores de Jaraguá do Sul e Região, que conta com a participação de sindicatos cutistas, realizará a Plenária Sindical “Os Trabalhadores e a Reforma da Previdência”. O encontro inicia às 9h, no auditório do STIVestuário e terá como palestrante o advogado Matusalém dos Santos, especialista em Direito Previdenciário, que deve traçar um paralelo entre as regras atuais do Sistema de Seguridade Social e as mudanças propostas pelo governo Bolsonaro, que altera o Regime Geral, o Regime Próprio e a Assistência Social.

 

Fonte: Pricila Baade, CUT-SC

 

 

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andrade@sintrafesc.org.br

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