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Setembro Amarelo: nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas

Setembro é o mês de prevenção do suicídio. Para abordar esse assunto considerado delicado pela maioria das pessoas, foi criada a campanha “Setembro Amarelo” com ações de conscientização e valorização da vida. Os números registrados no mundo só reforçam a importância desse movimento: conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Somente no Brasil, 32 pessoas cometem suicídio por dia.

A educação é considerada uma das primeiras medidas preventivas contra o suicídio. “Falar sobre o assunto. Quebrar esse tabu. Precisamos conscientizar as pessoas, esclarecer e abrir espaço para falar sobre suicídio”, explica Adriana Elias, enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC).

De acordo com o Ministério da Saúde, não há como detectar com precisão quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, porém alguns sinais devem chamar a atenção da família e de amigos.

“O isolamento, o abuso de álcool e outras drogas, mudanças bruscas de humor, a diminuição do autocuidado e até a automutilação. Esses sinais, especialmente quando se manifestam ao mesmo tempo, requerem atenção especial”, alerta Adriana.

Foto Marcelo Camargo

Segundo explica Maria Teresa Agostini, diretora da Dive/SC, estar atento a esses indícios e fornecer o suporte necessário são essenciais para evitar o problema. “A prevenção ao suicídio é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre os setores da saúde, da educação, da assistência social e a sociedade em geral”, ressalta.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o acolhimento inicial de pessoas que necessitem de apoio e tratamento é realizado pelas unidades básicas de saúde. Há também a rede especializada composta principalmente pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Nessas estruturas são atendidos pacientes que chegam espontaneamente, incluindo aqueles que têm depressão grave e pensamento suicida.

Dados de suicídio em SC

No ano passado, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, Santa Catarina registrou 4.754 tentativas de suicídio, das quais 3.154 envolviam mulheres e 1.600 eram homens. O maior número de casos ocorreu entre pessoas de 20 a 29 anos (1.224).

Já em relação aos óbitos, os homens são maioria. Em 2018, das 733 mortes registradas no estado, 561 foram de homens e 172 de mulheres. O Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) aponta que a maior parte das pessoas que cometeram suicídio tinha entre 50 e 59 anos (122).

Já em 2019, foram notificadas, até 24 de agosto, 3.595 tentativas de suicídio, sendo 2.466 do sexo feminino e 1.129 do sexo masculino. A faixa etária que mais registrou tentativas foi a mesma do ano passado, entre 20 e 29 anos. Neste ano, houve 478 óbitos por suicídio, sendo 104 mulheres e 374 homens.

Centro de Valorização da Vida

Um importante aliado na prevenção do suicídio tem sido o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito, de forma voluntária, 24 horas por dia, pelo telefone 188, por e-mail ou pelo chat no site da instituição.

 

Fonte: Felipe Elias, OCP

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