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Temer admite estar analisando alta de vários de impostos

Depois de torrar bilhões de reais para comprar o apoio de parlamentares e permanecer no Planalto, Michel Temer agora pretende apresentar a fatura dessas negociações aos brasileiros; embora tenha voltado atrás quanto ao aumento do imposto de renda, o peemedebista assumiu que sua equipe econômica analisa a alta de outros tributos, incluindo aumento da tributação de profissionais liberais que hoje recebem por meio de empresas e contribuem como PJ (pessoas jurídicas); também está em análise a tributação de aplicações financeiras hoje isentas de IR; os planos encontram resistência até em sua própria base aliada: em Brasília, ninguém quer arcar com o custo político de elevar os impostos a pouco mais de um ano das eleições

 

Depois de torrar bilhões de reais para comprar o apoio de parlamentares e permanecer no Planalto, Michel Temer agora pretende apresentar a fatura dessas negociações aos brasileiros; embora tenha voltado atrás quanto ao aumento do imposto de renda, o peemedebista assumiu que sua equipe econômica analisa a alta de outros tributos, incluindo aumento da tributação de profissionais liberais que hoje recebem por meio de empresas e contribuem como PJ (pessoas jurídicas); também está em análise a tributação de aplicações financeiras hoje isentas de IR; os planos encontram resistência até em sua própria base aliada: em Brasília, ninguém quer arcar com o custo político de elevar os impostos a pouco mais de um ano das eleições

Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto no início da noite desta terça (8), Temer se comprometeu a não enviar proposta de aumento do IR ao Congresso. Horas antes, em entrevista após evento em São Paulo, ele admitira que sua equipe estuda o assunto.

O governo tem que apresentar até o fim do mês ao Congresso a proposta de Orçamento-Geral da União para o próximo ano, quando pretende reduzir o deficit federal para R$ 129 bilhões.

Com a lenta recuperação da economia e das receitas do governo, Temer encontra dificuldades para cumprir a meta estabelecida para este ano, que prevê um rombo de R$ 139 bilhões, e aumentou recentemente os tributos sobre os combustíveis para tentar equilibrar suas contas.

O governo poderá usar uma ou várias das ideias em estudo na Receita Federal e no Ministério da Fazenda. A que está mais madura é a que prevê aumento da tributação de profissionais liberais que hoje recebem por meio de empresas e contribuem como pessoas jurídicas.

Também está em análise a tributação de aplicações financeiras hoje isentas de IR. São elas as LCA (Letras de Crédito Agrícola) e LCI (Letras de Crédito Imobiliário). Juntas, essas medidas podem gerar cerca de R$ 30 bilhões.

Em reunião no Palácio do Planalto, domingo (6), Temer discutiu com seus ministros uma estratégia para dar impulso a reformas e medidas para geração de receitas no Congresso, mas ninguém falou do IR. Líderes do Congresso indicaram que não querem arcar com o custo político de uma decisão como essa às vésperas das eleições.

  • Com informações: reportagem da Folha de S.Paulo.

Fonte: Brasil 247

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