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Temer diz que tentará fazer reforma da Previdência após eleições

Em sua conta no Twitter, o presidente relatou almoço que teve com empresários em Nova York, onde está para participar da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas

 

O presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira que, passada a eleição de outubro, tentará aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional e manifestou confiança de que nenhum dos candidatos ao Palácio do Planalto no pleito deste ano questiona a responsabilidade fiscal.

Em sua conta no Twitter, o presidente relatou almoço que teve com empresários em Nova York, onde está para participar da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas e disse ainda que nenhum dos postulantes à Presidência põe em dúvida a democracia ou propõe a redução da rede de proteção social existente.

“Quero anunciar que, passadas as eleições, buscarei fazer a reforma da Previdência. O déficit previdenciário é elevado demais. Não podemos legar a nossos filhos e netos um sistema de Previdência sob ameaça, nem um orçamento que seja quase todo tomado por gastos previdenciários”, escreveu o presidente no Twitter.

O governo Temer enviou uma proposta de reforma previdenciária ao Legislativo. Mas depois de gastar boa parte de seu capital político para garantir que a Câmara dos Deputados impedisse o andamento de duas denúncias apresentadas contra ele, Temer não teve força para aprovar a reforma, mesmo fazendo várias concessões em relação ao projeto original.

Após a decretação da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, a medida foi adiada, já que se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e a carta magna não pode ser alterada durante a vigência de uma intervenção federal em um dos Estados.

“Tenho confiança na continuidade da agenda de reformas que está transformando o Brasil. Confiança na nossa democracia, na solidez de nossa economia, na nossa capacidade de crescer com justiça social”, acrescentou Temer no Twitter.

 

  • Capa: Adriano Machado, Reuters

Fonte: Eduardo Simões, Reuters/Condsef/Fenadsef

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andrade@sintrafesc.org.br

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