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Ascema Nacional repudia retirada de brigadistas no combate ao fogo nas florestas

Condsef/Fenadsef reforça coro contra política do governo Bolsonaro que não prioriza recursos para prevenção e combate às queimadas, fiscalização ambiental, ciência e tecnologia, saúde e outras políticas públicas de interesse da sociedade

 

A Ascema Nacional divulgou nota pública repudiando a retirada de brigadistas do PrevFogo de campo. Na nota a entidade reforça que este é “mais um absurdo deste governo que não prioriza recursos para prevenção e combate às queimadas, fiscalização ambiental, ciência e tecnologia, saúde, vacinação da Covid-19 e etc. Um governo que rasga dinheiro com o fim do Fundo Amazônia e agora diz que não tem recursos”. A medida tem efeito sobre todos os biomas do país onde o Ibama atua.

Um despacho determinando o retorno de todas as brigadas do PrevFogo foi assinado ontem pelo diretor de proteção ambiental do Ibama, Olímpio Ferreira Magalhães. À Rede Brasil Atual, a secretária Executiva da Ascema, Elizabeth Eriko Uema disse que faltm recursos para os brigadistas, mas isso está hoje em um contexto mais amplo, de extinção do órgão. 

Ontem, o diretor de proteção ambiental do Ibama, Olímpio Ferreira Magalhães, assinou despacho determinando que todas as brigadas do PrevFogo retornem às suas bases de origem à meia noite de hoje. Além disso, as equipes devem aguardar ordens para o emprego em operações em campo. “A falta de dinheiro nunca foi novidade. Mas sempre se buscou fontes alternativas de recursos externos para suprir necessidades que não temos mais acesso”.

Fogo continua

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), só nesse mês de outubro mais de 2.660 focos de incêndio foram registrados no Pantanal. Isso representa um aumento de 408% do que o mesmo período do ano passado. Na Amazônio o aumento de focos foi de 211%. No cerrado, de 86%. 

Em agosto, o ministro Ricardo Salles divulgou nota sobre a paralisação de operações de equipes do Ibama e do ICMBio. À época, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, presidente do Conselho da Amazônia, desmentiu Salles chamando o ministro de “precipitado e negou bloqueio orçamentário de R$60,6 bilhões dos dois institutos. 

Tudo indica, no entanto, assim como o fogo que assola nossas florestas, essa crise está longe de apagar. 

Com informações da RBA

Confira a seguir a íntegra da nota pública da Ascema Nacional:

RETIRADA DE BRIGADISTAS DO PREVFOGO DE CAMPO?

Brasília, 22 de outubro de 2020

Sobre a notícia de que estaria ocorrendo a retirada dos brigadistas das atividades de combate a incêndios florestais, a ASCEMA Nacional.

Se o governo não repassa recursos, os servidores e os brigadistas não podem estar em campo, arriscando suas vidas sem o mínimo de suporte e garantias nem condições apropriadas de trabalho.

É mais um absurdo deste governo que não prioriza recursos para prevenção e combate às queimadas, fiscalização ambiental, ciência e tecnologia, saúde, vacinação da Covid-19 e etc. Um governo que rasga dinheiro com o fim do Fundo Amazônia e agora diz que não tem recursos.

Pra proteger a vida, propôs um auxílio emergencial ridículo de 200 reais, a pressão da sociedade e do Congresso Nacional triplicou o valor que já foi cortado pela metade pra 300 reais, o que empurra ainda mais pessoas pras ruas em busca de trabalho e renda.

Para garantir os investimentos no meio ambiente, na saúde e uma renda básica de cidadania permanente aos brasileiros que necessitam, por meio, por exemplo da ampliação do Bolsa Família e do Cadastro Único, seria preciso fazer uma Reforma do Estado brasileiro que não arrochasse os investimentos sociais, ambientais, culturais e a qualidade dos serviços públicos com a #PECdaRachadinha (32/20) e suas irmãs (186/19, 188/19).

Ao contrário, essa reforma deveria, no mínimo, extinguir o teto de gastos, tributar lucros, dividendos, iates, helicópteros, o agronegócio, o setor financeiro, taxar progressivamente a renda e o patrimônio dos mais ricos, incluindo as grandes fortunas e grandes heranças.

Para esverdear nossa economia, deveria desestimular a produção e o consumo que agridem a natureza e incentivar os que promovem a preservação. Outra medida importante seria cortar a parcela das remunerações “criativas” de membros da cúpula dos Três Poderes que ganham, por meio de vários penduricalhos, acima do teto constitucional.

Esses foram os pontos principais discutidos durante o último debate da TV ASCEMA e demonstram claramente a maldade, hipocrisia e incompetência do governo.

Mais informações:  http://estafaltandoverde.org.br/ e https://direitosvalemmais.org.br/


  • Capa: Ascema

Fonte: Condsef/Fenadsef

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andrade@sintrafesc.org.br

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