a
HomeNotíciasFunaiAto em Florianópolis reuni servidores e povos indígenas

Ato em Florianópolis reuni servidores e povos indígenas

Manifestação denuncia a perseguição e a política anti-indígena  do Governo Federal

 

Por todo o país, servidores e povos indígenas denunciam as políticas anti-indígenas e desmonte de setores relacionados ao Meio Ambiente pelo atual governo. As manifestações exigem esclarecimento sobre o cruel assassinato do servidor indigenista e do jornalista britânico Dom Phillips.

O julgamento e derrubada do marco temporal, que seria julgado no dia do Ato Nacional (23), também foi uma das pautas dos protestos. O debate sobre o marco existe há mais de uma década, mas tornou-se uma necessidade pelos constantes ataques sofridos pelos servidores e por lideranças indígenas, que ganham força com incentivos explícitos ou velados do presidente da república. Cumprindo a promessa de campanha, durante o governo Bolsonaro nenhuma terra foi demarcada.

A recorrente falta de segurança somada às degradantes condições de trabalho, os recentes cortes nos orçamentos e a linha política-ideológica de destruição ambiental, geralmente capitaneadas por militares frente aos órgãos, resultou no macabro assassinato que chocou o mundo e estampa os ideais do Governo. As ameaças aos direitos dos povos indígenas ficaram ainda mais críticas, pois agora fazem parte da política dos órgãos que deviam protegê-los.

Durante o Ato Nacional uma comissão se reuniu com o secretário-executivo adjunto do ministério em Brasília, que disse “não estar autorizado a assumir nenhum compromisso formal pelo governo”. Os servidores esperam uma resposta oficial até essa sexta, dia em que acontece uma nova assembleia da categoria.

Em Florianópolis, o dia de mobilizações aconteceu em frente à sede do IBAMA, onde os servidores da FUNAI fizeram convite aos funcionários do Instituto do Meio-Ambiente, que também são vítimas diretas deste desmonte, mostrando total apoio e solidariedade.

Durante a tarde, os servidores juntaram-se aos indígenas, que mostraram muito da cultura ancestral por meio das pinturas corporais, danças e cantos que enaltecem a natureza.

 

Na segunda-feira (27) o Sintrafesc realiza Assembleia Geral Extraordinária com os servidores da Coordenação Regional Litoral Sul para avaliar as decisões da Plenária Nacional e discutir as deliberações tomadas.

Temos uma dívida impagável e perpetua com os povos indígenas. Defender quem trabalha para conservar esse povo e essa cultura que é capaz de viver em plena harmonia com a tão ameaçada e cobiçada natureza é um dever de todos/as; essa luta é nossa!

Share With:

andrade@sintrafesc.org.br

Sem comentários

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.