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Caso Mari Ferrer: advogado de André Aranha já defendeu Sara Giromini e Olavo de Carvalho

O advogado criminalista catarinense Claudio Gastão da Rosa Filho, que defendeu o empresário André de Camargo Aranha no julgamento do caso de estupro da jovem Mariana Ferrer, também já advogou para a extremista Sara Giromini e para o escritor de direita Olavo de Cavalho.
Mais cedo, imagens onde Gastão humilha a jovem durante um julgamento foram divulgadas pelo The Intercept Brasil.
Cláudio Gastão foi responsável pela defesa da extremista Sara Giromini no âmbito do inquerito das fake news. Apesar disso, em junho deste ano, ele anunciou que deixaria o caso. Na época, Giromini tinha sido presa em Brasília pela Polícia Federal.
Em nota, emitida pelo próprio advogado, ele informou que o principal motivo para a desistência foi a atuação simultânea de vários advogados, que não permite traçar estratégia unificada de defesa. 
Gastão também defendeu o escritor Olavo de Carvalho no processo no qual ele moveu na Justiça de São Paulo contra o cantor e compositor Caetano Veloso, por difamação e injúria. O processo aconteceu depois de o cantor publicar um artigo em outubro de 2018.
De acordo com a defesa do escritor, Caetano buscou denegrir a reputação de Olavo, usando de má-fé, com afirmações capazes de induzir terceiros a erros.

Apesar disso, Olavo foi condenado a pagar uma indenização de R$ 2,9 milhões, concedida pela Justiça do Rio de Janeiro. Isso porque, ele fez diversos posts nas redes sociais chamando Caetano de pedófilo.

Nas redes sociais, o advogado também divulga seus pensamentos políticos. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Gastão já chegou a brincar com as críticas ao governo federal. “Bolsonaro não entende de economia? E daí?”, escreveu.

Caso Mariana Ferrer

Imagens divulgadas pelo Intercept Brasil nesta segunda-feira (3) mostram o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho humilhando Mari Ferrer durante o julgamento. No vídeo, ele diz que ‘jamais teria uma filha do nível dela’ e insinua que as roupas e fotos de Mari são provocativas, tentando responsabilizá-la pela agressão.
Em setembro deste ano, o juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, absolveu o empresário André Camargo Aranha da acusação de estupro de vulnerável da influenciadora.
Durante o julgamento, o promotor responsável pelo caso afirmou que não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação. O juiz aceitou a argumentação de que ele cometeu ‘estupro culposo’, um ‘crime’ não previsto por lei.

Veja repercussão nas redes sociais:

 

 

 

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  • Capa: Redes Sociais, Reprodução
Fonte: Ana Mendonça, Estado de Minas
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andrade@sintrafesc.org.br

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