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Chega de cortes, 2 de outubro será decisivo para o Brasil e para os servidores

Orçamento destinadas às políticas públicas para 2023 são o menor da história. Servidores e população devem eleger candidatos comprometidos com os serviços públicos para que o Brasil possa voltar a investir na sociedade e diminuir as desigualdades

 

O Brasil, a Democracia, os serviços públicos e a população não aguentarão mais 4 anos de desmonte. Muitos especialistas em política afirmam que o segundo mandato de um governo destrutivo, negacionistas e com tendências autocráticas tende a ser pior que o primeiro.

Além de defender a nossa jovem e frágil, mas primordial democracia, o que está em jogo é reverter os estragos infligidos nas políticas públicas, um legado caótico, deixado pelo atual governo. O maior desafio para o próximo mandatário é recuperar os investimentos públicos para garantir o crescimento econômico do país e principalmente uma melhora na qualidade de vida do povo brasileiro.

O descaso do presidente Jair Bolsonaro (PL) com os servidores públicos sintetiza sua relação com os mais necessitados. As instituições corrompidas, sucateadas e aparelhadas estruturam o modo de política destrutiva que afronta os valores fundamentais de muitos órgãos que levaram anos para serem estruturados. Essa antipolítica fica mais evidente com PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL 2023 (PLOA), que contém o menor nível de investimento federal da história. O PLOA prevê um investimento de R$ 22,4 bi, valor 50,4% menor do que o deste ano, enquanto para as emendas de parlamentares aumentou em 137%, somando R$ 38,4 bilhões, dos quais R$ 19,4 bilhões são destinados ao Orçamento Secreto.

A proposta Orçamentária prevê R$ 14,2 bilhões destinados ao funcionalismo, valor insuficiente para bancar os 5% de reajuste linear aos servidores, prometido e não cumprido pelo presidente.  

O editorial do Valor Econômico, intitulado “Orçamento é propaganda eleitoral contra Bolsonaro” detalha a diminuição de verbas destinadas para áreas sociais pelo governo para o próximo ano. De acordo com o editorial os cortes são de:

  • – 11% para a Educação;
  • – 7,5% para a Saúde, com 55% a menos para o Farmácia Popular;
  • – 24,3% para Ciência e Tecnologia;
  • – 64,1% para Assistência Social;
  • – 34,7% Segurança Pública;
  • – 95% para o Programa Casa Verde e Amarela.

Para os Quilombolas e para promoção da igualdade racial, ambos sob responsabilidade do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, não foram sequer detalhado qualquer recurso.

A forma desordenada de distribuição de verbas corrobora com o desmonte das políticas sociais promovidas pelo governo e evidenciam as manobras orçamentárias que garantem bilhões ao centrão, ao passo que reduzem as despesas em áreas essenciais e aprofundam a desigualdade.

Faltam nove dias para as eleições. É fundamental que a população e servidores optem por quem se compromete com interesses do funcionalismo e das políticas públicas. Não basta elegermos apenas um presidente disposto e aberto a negociar as pautas do servidores, precisamos nomear deputados e senadores que fortaleçam e valorizem as políticas públicas. Parlamentares catarinense votaram majoritariamente contra os direitos dos servidores; é nosso dever não permitir que se reelejam.

NÃO VALE A PENA VER DE NOVO

Os parlamentares abaixo votaram a favor da Reforma da Previdência, da Emenda 95, que congelou os salários e os investimentos públicos por 20 anos e a favor das terceirizações no serviço público. Todas pautas contrarias aos servidores e serviço público:

  • Angela Amin (PP)
  • Carlos Chiodini (MDB)
  • Carmen Zanotto (PPS)
  • Carol de Toni (PSL)
  • Celso Maldaner (MDB)
  • Coronel Armando (PSL)
  • Daniel Freitas (PSL)
  • Darci de Matos (PSD)
  • Fabio Schiochet (PSL)
  • Geovânia de Sá (PSDB)
  • Gilson Marques (Novo)
  • Helio Costa (PRB)
  • Ricardo Guidi (PSD)
  • Rodrigo Coelho (PSB)
  • Rogério Peninha (MDB)

 

O Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público, do qual o Sintrafesc faz parte, lançou em evento histórico a Plataforma Política para as eleições 2022. Estiveram presentes e se comprometeram com a luta dos servidores públicos os seguintes candidatos:

 

GOVERNO DO ESTADO

  • Décio Lima (PT) & Bia Vargas (Vice)
  • Jorge Boeira (PDT)

SENADORES

  • Dário Berger (PSB) – José Fritsch (PT) – 1º suplente
  • Afrânio Boppré (PSOL)

DEPUTADOS FEDERAIS

  • Carla Ayres (PT)
  • Kerexu Eunice Antunes (PSOL)
  • Pedro Uczai (PT)
  • Giovana Vito Mondardo (PC DO B)
  • Mauricio Mulinari (PSOL)
  • Renê Marcos Munaro (PT)
  • Ana Paula Lima (PT)
  • Kátia Costa (PSOL)
  • Francisco De Assis Nunes (PT)
  • Victor Della Giustina Gaspodini (PSOL)
  • Luiz Carlos Vieira (PT)
  • Jordana Vanessa Sage (PDT)
  • Marco Antonio Buzzi (PDT)
  • Anderson Batata (PP)
  • Rogério Silva Portanova (PT)
  • Júlia Andrade (UP)
  • Camasão (PSOL)

DEPUTADOS ESTADUAIS

  • Luciane Maria Carminatti (PT)
  • Marquito (PSOL)
  • Glauter Silveira Boucinha Soares (PT)
  • Dirceu Dresch (PT)
  • Mandata Coletiva Bem Viver – Cíntia Mendonça (PSOL)
  • Fabiano Da Luz (PT)
  • Vanda Pinedo – Coletivo Nossa Força E Voz (PT)
  • Thaís Aparecida Domenes Tolentino (PSOL)
  • Sargento Amauri Soares Amauri Soares (PSOL)
  • Cláudio Márcio Araújo Da Gama (PT)
  • Professor Lino Peres (PT)
  • Luci Teresinha Koswoski Choinacki (PT)
  • Célio Alves Elias (PT)
  • Professor Pedro Cabral (PSOL)
  • Coletiva Raízes – Livia Guilardi (PSOL)
  • Coletivo Juventude – Daniely Ramos Luz (PT)
  • Neodi Saretta (PT)
  • Coletivo Feliz De Novo – Rafael Consul De Almeida (PT)
  • Thaliny Moraes (PDT)

O futuro dos servidores e de um Brasil mais justo e igualitário está em nossas mãos, na ponta dos nossos dedos; depende de nós!

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andrade@sintrafesc.org.br

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