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Cinco evidências da ligação de Bolsonaro com o movimento neonazista

Histórico do presidente é repleto de apoios a figuras ou pessoas vinculadas ao movimento neonazista no país e no mundo.

São muitas as evidências da ligação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o movimento neonazista brasileiro. O mandatário, que já elogiou as qualidades de Adolf Hitler e posou para fotos com um sósia do ditador, se encontrou com a deputada alemã Beatrix Von Storch, neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, ministro das Finanças de Hitler, nesta semana, reacendendo o debate sobre os vínculos da extrema-direita brasileira com o movimento supremacista. O Voz da Resistência relembra dez fortes evidências da ligação de Bolsonaro e sua base com o neonazismo. Veja abaixo.

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Adriana Dias: “O que há de semelhante nesses grupos é que eles odeiam”.

1 – Sites neonazistas fizeram propaganda de Bolsonaro em 2006

Pelo menos três páginas de internet neonazistas brasileiras realizavam propaganda para o então deputado Jair Bolsonaro em 2006. Os documentos foram encontrados pela antropóloga Adriana Dias, em seu imenso acervo pessoal. Segundo o portal The Intercept Brasil, Dias estava se preparando para uma palestra quando encontrou versões impressas de três sites nazistas com um banner para o site de Bolsonaro. “Entregue sua arma! Os vagabundos agradecem”, dizia a peça publicitária, em referência às campanhas de desarmamento promovidas pelo governo Lula na época.

As páginas também trazem uma carta de agradecimento de Bolsonaro. “Ao término de mais um ano de trabalho, dirijo-me aos prezados internautas com o propósito de desejar-lhes felicidades por ocasião das datas festivas que se aproximam, votos ostensivos aos familiares. Todo retorno que tenho dos comunicados se transforma em estímulo ao meu trabalho. Vocês são a razão da existência do meu mandato.” Segundo a antropóloga, Bolsonaro é o único político apoiado explicitamente pelas páginas neonazistas da época.

2 – Bolsonaro se encontra com deputada neonazista alemã

No último dia 21 de julho, Bolsonaro recebeu a deputada alemã Beatrix von Storch, vice-líder do partido de extrema-direita Alternativa Alemã. A sigla tem membros investigados pelas autoridades do país por participação no movimento neonazista. Beatrix é neta do ex-ministro das Finanças de Adolf Hitler, Lutz Graf Schwerin von Krosigk. Ela já afirmou que imigrantes são “estupradores” e que a polícia do país deveria atirar em mulheres e crianças refugiadas que tentam ingressar na Alemanhã pelas fronteiras do país.

3 – Bolsonaro posa com sósia de Hitler

Quando era deputado, Jair Bolsonaro posou para fotos com o professor Marco Antônio dos Santos, em 2015. Admirador confesso do nazismo, o professor costuma se fantasiar como o ditador alemão. Marco Antônio foi candidato a vereador pelo PSC, mesmo partido de Carlos Bolsonaro, em 2016. No mesmo ano, Carlos convidou o sósia de Hitler para falar na Câmara de Vereadores em uma sessão sobre o projeto Escola Sem Partido. Ele foi impedido de falar por estar trajado como o líder da Alemanha nazista.

Quando concorreu à Câmara de Vereadores, Marco Antônio também recebeu uma doação em dinheiro de R$ 1.440,00 do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, outro filho de Jair.

4 – Bolsonaro sobre Hitler: “Ele foi um grande estrategista”

Em uma entrevista ao extinto programa CQC, da TV Bandeirantes, Bolsonaro afirmou que Hitler “era um grande estrategista”, relativizou o genocídio cometido pelo regime na época e ainda afirmou que seu bisavô foi soldado do exército nazista. “Seu bisavô?”, pergunta o repórter, ao que Bolsonaro responde. “Qual o problema? Eu sou descendente de alemães e italianos”. Reveja o vídeo aqui.

5 – Secretário de Cultura de Bolsonaro imita estética nazista em vídeo

No início de 2020, o então secretário especial da Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, fez um discurso em que reproduziu a estética e parte do texto de um pronunciamento do ministro de Adolf Hitler da Propaganda, Joseph Goebbels. Assim como Goebbels havia afirmado em meados do século XX que a “arte alemã da próxima década será heroica” e “imperativa”, Alvim afirmou que a “arte brasileira da próxima década será heroica” e “imperativa”. Após o discurso e a repercussão negativa, ele negou sua vinculação com o movimento neonazista, alegou uma “infeliz coincidência” e foi demitido do cargo.


Fonte: Voz da Resistência

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