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Com agenda pró-reformas, Arthur Lira vira espécie de “primeiro-ministro” do governo Bolsonaro

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chamou para si a tarefa de avançar com a pauta do governo no Congresso. O protagonismo assumido nos bastidores a favor das agendas econômica, de reformas e privatizações, e social é de tal forma que deputados, senadores e empresários já o veem como uma espécie de “primeiro-ministro” do governo Jair Bolsonaro.

“As reformas vão avançar, apesar de Bolsonaro”, diz o deputado federal Tiago Mitraud (Novo-MG), presidente da Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem trabalhado para aprovar tanto essa reforma, como, também, a tributária, mas não encontra o mesmo apoio político de Bolsonaro. Quem tem trabalhado na linha de frente por elas é Lira.

Em um sistema presidencialista, uma reforma estruturante pode tramitar no Congresso com maior ou menor celeridade a depender da postura do presidente da República. No caso atual, Bolsonaro deixou as discussões a cargo do ministro Paulo Guedes e da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda.

Sem que Bolsonaro assuma posição pública ou busque a construção de consensos para avançar as reformas, coube a Arthur Lira ser o principal negociador político das reformas. É o presidente da Câmara quem tem buscado aparar arestas e construir maioria para aprovar as agendas econômicas. Guedes, com quem trabalha junto, é o avalista.

O que torna Arthur Lira o “primeiro-ministro” do governo

Aliado de Lira, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), vice-líder do partido e presidente da Frente Parlamentar Mista da Reforma Tributária, entende que o governo não mostra comprometimento suficiente para aprovar as reformas. “Penso que não está se esforçando o bastante. Quem tem demonstrado o maior interesse em fazer as reestruturações do país é o Arthur. Sem ele, o governo não consegue”, analisa.

Tamanho é o protagonismo na agenda de reformas que, para Miranda, Lira carrega consigo o simbolismo de um “primeiro-ministro”. “No passado, escutei muitas vezes que o [Rodrigo] Maia [ex-presidente da Câmara] queria ser o primeiro-ministro. O Arthur Lira é o ‘primeiro-ministro’ porque todos os movimentos dele são em prol do governo e da população. É ele quem luta para aprovar uma reforma tributária de verdade”, destaca.

O deputado Tiago Mitraud concorda com a leitura de que Lira tem tido um papel imprescindível para a condução das reformas. “Tem feito a parte dele. Instalou a comissão especial [da reforma administrativa] e buscou incluir todos o partidos para minimizar críticas depois”, destaca.

Para o presidente da bancada pró-reforma administrativa, o presidente da Câmara atua com o comprometimento que falta ao presidente da República. “O Bolsonaro nunca foi alguém que se preocupou com os grandes temas, está mais preocupado em participar de motociata. A minha expectativa, hoje, é que ele não atrapalhe, porque ele tem o potencial de fazer isso”, critica Mitraud.


  • Capa: Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é o principal articulador político pelas reformas estruturantes: para uns, é o primeiro-ministro do governo.| Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Fonte: Rodolfo Costa, Gazeta do Povo

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