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Deputados governistas querem criar aparato repressivo subordinado ao presidente Bolsonaro

O projeto já era apresentado pelo presidente quando ele ainda era deputado, e tem como objetivo criar um aparato estatal vinculado ao gabinete do chefe de Estado, que tenha “acesso irrestrito a informações” e que possa exercer uso “excessivo de força”, com o objetivo de perseguir classe trabalhadora e organizações de esquerda.

 

Deputados governistas deram sequência nesta segunda-feira (13), na Câmara, a um projeto que tramita na casa que trata de “ações contraterroristas”.

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O texto foi originalmente apresentado por Bolsonaro em 2016, quando era deputado, e busca implementar uma espécie de agência de repressão, subordinada diretamente à Presidência da República, que pretende ter acesso irrestrito a informações privadas e confidenciais de cidadãos brasileiros ou estrangeiros e que visa a agir em termos policiais ou militares contra “potenciais ameaças”, exigindo para isso o famigerado excludente de ilicitude, que permitiria aos agentes do órgão atuar com uso excessivo da força sem responderem por suas ações na Justiça.

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Essa polícia política seria composta por policiais federais, militares das Forças Armadas e agentes da Abin.

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O deputado Éder Mauro (PSD-PA), bolsonarista e defensor da proposta, atacou os movimentos sociais, partidos e organizações de esquerda, dizendo que os mesmos praticam ações terroristas.

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“Eles (os partidos de esquerda e movimentos sociais) estão preocupados com o quebra-quebra que fazem nas ruas, com queima de ônibus? Não quero crer que seja com esse tipo de situação que estão preocupados. Porque, para mim, isso é terrorismo puro”, vociferou.

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Com isso, busca-se calar e perseguir a classe trabalhadora, organizações de esquerda e lutadores sociais, como aconteceu ultimamente com as injustas prisões do entregador Paulo Galo e do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC, Antônio Macapá, entre outros e outras militantes de esquerda.


  • Capa: Sérgio Lima, Poder 360

Fonte: Esquerda Diário

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