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Empregados da Ebserh e Conab farão Dia de Luta por direitos e avanço em negociação de ACTs

Ameaça de retirada de direitos, desmonte e desrespeito por parte do governo Bolsonaro afetam empregados dessas empresas públicas cruciais para a sociedade. Uma no enfrentamento à pandemia, a outra essencial para segurança alimentar dos brasileiros

 

Empregados da Ebserh e Conab, duas empresas públicas cruciais para a sociedade, realizam um Dia Nacional de Lutas no próximo dia 10 de fevereiro. As categorias estão com processos de negociação de seus ACTs (Acordo Coletivo de Trabalho), ambos em mediação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e enfrentam ameaças de retirada de direitos, desmonte e desrespeito por parte do governo Bolsonaro. Cortes no Orçamento da União, sancionado essa semana pelo presidente, devem afetar ainda mais milhares de trabalhadores, políticas públicas e consequentemente toda a sociedade brasileira que tem direito a serviços essenciais. 

Ebserh: Essenciais para o povo. Invisíveis para o governo

Ainda mais pressionados pelo aumento de casos da variante Ômicron, da Covid-19, e o recente surto de influenza (H3N2), empregados da Ebserh seguem com uma jornada estenuante e arriscada. Os trabalhadores da linha de frente tem enfrentado também um aumento no número de casos de Covid que tem obrigado afastamentos, pressionando ainda mais as equipes que estão trabalhando. Nem sequer se recuperar por completo muitos podem mais, pois diminuiu o número de dias de afastamento, o que consequentemente também gera riscos maiores. Os empregados têm relatado as dificuldades do dia a dia, a pressão das jornadas e a falta de condições adequadas, o que tem aumentado a insegurança no atual cenário. 

Soma-se a tudo isso as ameaças de perder direitos já adquiridos, além do sentimento de desrespeito e desvalorização dos empregados com relação a direção da empresa. “O que a categoria como toda classe trabalhadora quer o devido reconhecimento e ser tratada com dignidade”, pontuou Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-gera da Condsef/Fenadsef. Um dos sentimentos mais presentes entre os empregados é de serem essenciais para o povo, mas invisíveis para o governo. 

Recentemente a empresa abriu ‘consulta pública’ levantando debate sobre Norma de Progressões na carreira dos empregados da Ebserh. Em reunião recente entre entidades e representações dos empregados e gestão da Ebserh foram apresentadas críticas e questionamentos sobre a ‘consulta pública’ a empresa resolveu dilatar o prazo para que os empregados tivessem um tempo maior para esse debate. Já o ACT segue sem avanços e necessitando novamente de mediação do TST. O quadro exige que a categoria esteja mobilizada e participe de todas as atividades convocadas pelos sindicatos gerais nos estados. 

Conab: Insegurança a quem garante segurança alimentar

Também sofrendo ameaças com a retirada de direitos, empregados da Conab lutam por avanços no ACT que também está em mediação no TST. Há mais de dois anos o impasse está instalado, mesmo com o auxílio de mediação. Isso porque a Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais) segue impondo a supressão de várias cláusulas sociais do ACT 2017/2019 hoje em vigor na Conab. 

Em reunião recente para informar o quadro do processo de negociações, a comissão nacional dos empregados da Conab relataram que vem cedendo o quanto é possível no processo. A empresa, por outro lado, não tem manifestado disposição em negociar fora de parâmetros, o que levou a categoria a aprovar o Dia de Lutas também contra a ditadura imposta pela Sest. 

De reposição salarial, a mudanças em plano de assistência a saúde, além da criação de normas internas que alteram cláusulas já firmadas, diversos são os pontos que vem gerando polêmica e travando o ACT dos empregados da Conab. 

Esse cenário de descaso e desmonte está diretamente ligado à falta de interesse do governo em investir em políticas públicas voltadas para a segurança alimentar do povo brasileiro. A Conab é uma das estatais na mira de Bolsonaro para ser privatizada. Nos últimos anos o governo já fechou dezenas de armazéns da Companhia responsáveis pela distribuição e controle dos alimentos e de seus preços, combate à fome, proteção a pequenos agricultores, entre outras políticas. 

Com o fim do estoque de alimentos seus preços começaram a disparar em todo o Brasil e não pararam mais. A mobilização da categoria é fundamental não apenas para reverter esse quadro de desmonte, mas para cobrar valorização e dignidade aos empregados dessa estatal também fundamental ao País.

10 de fevereiro: Luta por direitos, dignidade e respeito

Por isso, empregados da Ebserh e Conab vão erguer a voz no próximo dia 10 de fevereiro. Atos, protestos em locais de trabalho e mobilização dos empregados dessas duas estatais já estão sendo preparados e organizados pelas categorias. “Esse é apenas o começo. A indignação com o tratamento desrespeitoso desse governo com milhares de trabalhadores vem aumentando a cada dia. A resposta desse descaso virá em forma de luta”, sinalizou Sérgio Ronaldo. “Juntos somos mais fortes e podemos e vamos virar esse quadro de desmonte e desrespeito. Há sim recursos no orçamento e vamos lutar pelo direito dos trabalhadores e também da sociedade que se utiliza de políticas públicas essenciais a milhões”, reforçou.


  • Capa: Reprodução, Sintsef-CE

Fonte: Condsef/Fenadsef

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andrade@sintrafesc.org.br

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