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Inflação brasileira é uma das piores do mundo e a tendência é de mais alta

A inflação brasileira afeta, sobretudo, as camadas mais pobres porque os preços dos produtos da cesta básica subiram ainda mais do que a inflação geral

 

O desgoverno Bolsonaro continua patinando na economia. A inflação brasileira é uma das mais altas do mundo. Relatório divulgado, na última quarta-feira (04), pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que a inflação acumulada em 12 meses no Brasil é a terceira maior do G20 – grupo que inclui os países desenvolvidos e alguns emergentes –, ficando atrás apenas da Turquia e Argentina.

A inflação brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 11,3% no acumulado em 12 meses até março. Já são 7 meses seguidos com a inflação anual acima dos dois dígitos. E a tendência é de mais aumento. O resultado da inflação oficial de abril será divulgado pelo IBGE no próximo dia 11. Puxada pela alta dos combustíveis, a prévia da inflação registrou a maior alta para o mês desde 1995, com a taxa no acumulado em 12 meses chegando a 12%.

Enquanto isso, a inflação da China, no acumulado dos últimos 12 meses, foi de 1,5%, a da Índia de 5,4% e a da África do Sul de 6,1%. 

As importadoras de gasolina, que estão dominando o mercado brasileiro depois da venda das distribuidoras da Petrobras, esperam que haja reajuste de 12% no preço da gasolina e de 24% no diesel agora neste mês de maio. E o aumento dos combustíveis interfere na elevação de preços de todos os produtos comercializados no país, uma vez que eles dependem de veículos movidos a combustíveis para serem transportados do produtor ao consumidor final. 

A inflação brasileira afeta, sobretudo, as camadas mais pobres porque os preços dos produtos da cesta básica subiram ainda mais do que a inflação geral. 

Depois do golpe 

Considerando o período de 2017, logo após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), até o último mês de março, a inflação já corroeu um terço o poder de compra dos brasileiros e brasileiras. De janeiro de 2017 a março deste ano houve uma alta de 32,5%. O litro da gasolina aumentou 53%, para R$ 7,20. E o preço médio do botijão de gás subiu 57% em dois anos, para R$ 109. Em alguns locais do país, chega a R$ 160.

Rendimentos em queda

A alta dos preços se associa à redução do poder aquisitivo da população. Só nos últimos 12 meses, até março, o rendimento caiu 8,7%. Importante destacarmos que 40,2% da população ocupada, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores, são informais. Além disso, o Brasil possui mais de 12 milhões de desempregados. E esses números não levam em conta os brasileiros em desalento (pessoas que desistiram de procurar trabalho), que é de 4,7 milhões.  


 

Fonte: Sindsep-PE

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andrade@sintrafesc.org.br

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