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MST doa 11 toneladas de alimentos na grande Florianópolis

CUT-SC participou do ato de entrega das doações, que também apresentou detalhes do Plano Emergencial de Reforma Agrária na capital catarinense

 

Durante a tarde da última terça-feira (30), pouco antes da chegada de um grave ciclone extratropical em Santa Catarina, o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) subiu um dos morros de Florianópolis para doar 11 toneladas de alimentos, que foram destinados a diversos projetos sociais da região metropolitana da capital. O Secretário de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT-SC e diretor do Sintrasem,Bruno Ziliotto, participou do ato de entrega. 

Do total de 10 toneladas de frutas e legumes, mais 1.080 litros de leite e 1.080 unidades do achocolatado Terrinha, metade foi armazenada na Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat e será distribuída às famílias atendidas pelo Instituto Padre Vilson Groh (IVG). O Instituto já distribuiu mais de 102.382 quilos de alimentos desde o início da pandemia.

Padre Vilson, que organiza ações de solidariedade há 39 anos na capital, afirma que a partilha é a grande saída para o país nesse momento. “Nossos mais sinceros agradecimentos ao MST, que nos mostra a importância da solidariedade estrutural. Não estamos celebrando missas, mas a nossa igreja virou um depósito de alimentos. É a eucaristia direto para a mesa das pessoas que mais precisam. A alimentação e a segurança alimentar terão de ser o mote de luta desse tempo”, comenta.

Os alimentos doados em Florianópolis foram produzidos por famílias assentadas. Foto: Coletivo de Comunicação MST/SC

Já a outra metade das doações foi destinada à várias iniciativas sociais. Duas cozinhas comunitárias, que preparam e entregam marmitas solidárias (localizadas nos bairros Rio Vermelho e Ribeirão da Ilha), receberam uma parte. O movimento de luta por moradia fará a distribuição nas ocupações Marielle Franco, Fabiano de Cristo e na Vila Esperança.

Em parceria com o Instituto Caminho do Meio, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) levará os alimentos para as Terras Indígenas Marangatu, Itanhaé e Mymba Roka, localizadas na grande Florianópolis. E a Revolução dos Baldinhos, que trabalha com a gestão comunitária de resíduos orgânicos, atenderá 930 famílias com as doações recebidas.

Respeitando as medidas sanitárias de prevenção, o armazenamento e divisão dos alimentos contou com um mutirão de pessoas envolvidas diretamente com os projetos, a militância da brigada Gina Couto da Via Campesina em Florianópolis e dos mandatos dos vereadores Marquito (PSOL) e Lino Peres (PT).

Foram doadas 10 toneladas de frutas e legumes, mais mil litros de leite e achocolatado. Foto: Coletivo de Comunicação MST/SC

A entrega dos alimentos foi oficializada com um ato que também apresentou os eixos de atuação do Plano Emergencial de Reforma Agrária. “Nesse tempo estamos tirando muitas lições de como se relacionar com as pessoas e com a terra. Essa campanha nada mais é que um retorno de toda solidariedade que o MST já recebeu em momentos de dificuldades. Essa devolução e a apresentação de alternativas possíveis com a Reforma Agrária Popular não poderiam se dar num momento mais drástico, como esse que vivemos no nosso país”, disse Vilson Santin, da coordenação nacional do MST.

Os alimentos doados em Florianópolis foram produzidos por famílias assentadas em Lebon Régis, Fraiburgo, Curitibanos, Ponte Alta, Correia Pinto e Garuva, organizadas nas cooperativas Cooproeste, Coopercontestado, Cooperoeste e no Grupo coletivo do assentamento Conquista no litoral. Desde o início da pandemia, o MST de Santa Catarina já doou mais de 50 toneladas de alimentos.


 

Fonte: Coletivo de Comunicação MST/SC

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andrade@sintrafesc.org.br

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