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Políticas públicas são necessárias para incluir jovens na economia

De 40% dos jovens da sociedade, cerca de 70% vivem situação de precariedade e excluídos do mercado de trabalho, destaca Sânia Barcelos, titular da Condsef/Fenadsef no Comitê de jovens da ISP. Ampliar presença da juventude em sindicatos é fundamental

 

O papel das políticas públicas e os desafios da juventude no cenário social e econômico no pós-pandemia foram destaque no debate do “Segundas da Igualdade” de hoje. No encontro promovido pela Secretaria de Gênero, Raça, Juventude e Orientação Sexual, a titular da Condsef/Fenadsef no Comitê de Jovens da ISP (Internacional de Serviços Públicos), Sânia Barcelos Reis, destacou que dos cerca de 40% dos jovens que hoje compõem a população brasileira, 70% estão em situação de precaridade e excluídos do mercado de trabalho. Muitos alegam não saber como vão conseguir oportunidade de inserção em universidades e no mercado de trabalho após a pandemia. Essa desesperança, aliada a precarização do mundo do trabalho, é motivo de preocupação. Por isso, a importância de lutar por políticas públicas para inclusão desses jovens na economia, o que também é essencial para tirar o País do cenário de recessão e crise em que está mergulhado. 

Diante disso, um outro desafio surge. O papel dos jovens sindicalistas e os desafios dentro das entidades e movimentos sociais em que atuam. Ao mesmo tempo em que há a importância fundamental de dar voz aos jovens em situação de precaridade, há uma dificuldade em aproximar os jovens dessas lutas em torno de ações para que se tenha um país mais democrática e com mais oportunidades para todos. 

Setor público envelhecido e a luta por concursos

Apesar de obsevar que a participação da juventude tem espaço para ser ampliada nessas lutas, é nesse cenário que no setor público surge uma questão central. A falta de concursos públicos para oxigenar o setor é um dos obstáculos apontados no caminho dessa renovação. O grande número de aposentados e pensionistas e servidores perto de se aposentar é indicativo claro desse processo. Mas há outros desafios que incluem a quebra de resistência de muitos jovens em atuar mais diretamente nesses espaços de debate, diálogo e luta por garantia de direitos. 

Para os mais experientes está claro que é fundamental “passar o bastão aos jovens”. “A renovação do movimento sindical é fundamental para a sobrevivência da luta de toda a classe trabalhadora”, destaca Erilza Galvão, diretora de Gênero, Raça, Juventude e Orientação Sexual da Condsef/Fenadsef. Iniciativas como as “Segundas da Igualdade” visam abrir o campo para esse processo de inclusão e abertura do movimento sindical para maior participação dos mais jovens. A baixa adesão muitas vezes é encarada com preocupação, principalmente num cenário desafiador como o que está posto nesse momento. “Vivenciamos um processo de retrocessos com perdas irreparáveis. Quanto tempo vai demorar para recuperar o que a gente vem perdendo?”, questiona Barcelos. É consenso que a superação desses desafios passa pela necessidade de ampliar a atuação dos jovens da classe trabalhadora no processo de reconstrução do Brasil. 


  • Capa: Gerd Altmann, Pixabay

Fonte: Condsef/Fenadsef

 

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andrade@sintrafesc.org.br

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