Condsef/Fenadsef

A Condsef/Fenadsef orienta trabalhadores e trabalhadoras da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares a participarem das assembleias convocadas por suas entidades filiadas que acontecem nos dias 25 e 26 de março em todo o país. Os encontros são considerados decisivos para avaliar o andamento da mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e definir os próximos passos da campanha do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.

O prazo para apresentação de Cláusulas Econômicas foi reivindicado à direção da Ebserh pela Condsef/Fenadsef em 11 de março quando, na ausência de avanços nas negociações, o dia 20 de março foi dado como ultimato para um posicionamento da empresa.

Leia + | Condsef/Fenadsef dá ultimato até dia 20 para um retorno de cláusulas econômicas do ACT Ebserh

A mediação foi solicitada pela Ebserh após a empresa não apresentar proposta para as cláusulas econômicas até o prazo acordado, em 20 de março. A primeira reunião ocorreu nesta terça-feira, 24, em Brasília, e terminou com encaminhamentos importantes.

Entre eles, a empresa se comprometeu a apresentar até o meio-dia desta quarta-feira, 25, uma proposta para as cláusulas sociais. A proposta chegou com atraso de três horas, provocando ainda mais ansiedade entre os empregados. Ela foi remetida aos sindicatos de base para avaliação da categoria. Para garantir análises dos movimentos aguardados para os próximos dias, o regime de assembleias permanentes foi aprovado pela maioria.

>> Confira aqui a proposta de Cláusulas Sociais enviada pela direção da Ebserh nessa quarta (25/03)

Sobre as cláusulas econômicas, que seguem em aberto, o vice-presidente do TST, ministro Guilherme Caputo Bastos e o procurador Luiz Flores se responsabilizaram por entrar em contato com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para buscar avanços, inclusive também sobre temas como o plano de cargos (PCCS) e as férias das pessoas expostas à radiação.

Uma nova reunião de mediação está marcada para quinta-feira, 26, às 9h. Com o regime de assembleias permanentes, os empregados devem ficar atentos aos chamados para avaliarem a situação do ACT 2026/2027.

Entenda o momento da negociação

A mediação no TST é uma tentativa de construir acordo com participação do tribunal. Ela é diferente do dissídio coletivo, quando não há mais negociação direta e a decisão passa a ser da Justiça. Vale lembrar que o processo de alteração de data base da categoria, rejeitada por muitos, foi uma imposição adotada em um dissídio coletivo.

Outro ponto de atenção é o chamado “defeso eleitoral”. A partir de 6 de abril, o governo fica legalmente limitado a conceder apenas reposição da inflação. Pelos dados mais recentes levantados pela subseção do Dieese na Condsef/Fenadsef, o índice projetado é de 3,11% pelo INPC e 3,66% pelo IPCA.

Todo esse cenário torna o calendário apertado. Na prática, o limite político para um acordo com ganho real é o fim de março.

Assembleias vão definir próximos passos

Diante disso, a Condsef/Fenadsef orienta a realização de assembleias por local de trabalho, com caráter deliberativo e informativo. A proposta de organizar um regime de assembleia permanente auxilia também na manutenção da mobilização e unidade da categoria que serão fundamentais nesse momento.

Entre os principais pontos que serão debatidos estão:

  • Avaliação das propostas de cláusulas sociais apresentadas pela empresa;
  • Preparar reunião nos locais de trabalho para receber e avaliar as propostas de cláusulas sociais que a empresa enviou nesta quarta-feira
  • Informes sobre a reunião de mediação no TST nesta quinta, 26, às 9h;
  • Convocar nova sessão da Assembleia Permanente, após as 15h, para receber e avaliar os resultados da reunião no TST (26/03) a respeito das cláusulas econômicas
  • Aprovar ou rejeitar a proposta de entrada em greve a partir de segunda-feira, dia 30 de março, após reunião de mediação no TST, caso não haja avanço nas negociações;
  • Definição de um calendário unificado de mobilização.

A orientação também é que os trabalhadores participem das reuniões nos locais de trabalho e acompanhem a continuidade das negociações no TST antes de qualquer decisão final.

Pressão por proposta concreta

Durante a mediação, a Condsef/Fenadsef reforçou que a ausência de proposta econômica, até agora, representa na prática uma negativa de conceder aumento real. A entidade também destacou que já havia alertado a empresa, desde fevereiro, sobre a urgência de acelerar as negociações por causa das restrições do período eleitoral (defeso eleitoral).

A prioridade, segundo a entidade, deve ser garantir melhores condições para os trabalhadores. A informação sobre diferenças existentes entre a remuneração dos empregados e a direção da empresa também pesa na decisão da categoria.

Apesar das dificuldades, a Condsef/Fenadsef avaliou como positiva a atuação do TST e do Ministério Público do Trabalho na tentativa de construir uma solução negociada. Ao mesmo tempo, reforça que a categoria deve se manter mobilizada e pronta para decidir os rumos da campanha nas assembleias desta semana.

Participe das atividades e fortaleça a luta dos trabalhadores da Ebserh!

Quem cuida da população merece valorização!


Foto: Sintsep-GO