Condsef/Fenadsef

Trabalhadoras e os trabalhadores da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), em todo o Brasil, vivem um momento de decisão na mobilização e luta por avanços no ACT 2026/2027 da categoria. Sem apresentar proposta econômica, a empresa indicou que pode recorrer ao dissídio coletivo caso os trabalhadores iniciem uma greve.

A situação foi objeto de pauta em reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), realizada nessa sexta-feira, 27, com representantes da direção da Ebserh e de entidades dos trabalhadores da empresa, entre elas a Condsef/Fenadsef. Na ocasião, a empresa informou que ainda não tem índice econômico definido, especialmente sobre reajustes e outras cláusulas financeiras.

O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, pediu então que os sindicatos suspendam a greve até segunda-feira, 30 de março. Segundo a empresa, esse prazo seria necessário para concluir articulações internas e com o governo, na tentativa de apresentar uma proposta econômica.

Ameaça de dissídio será debatida em assembleias

Mesmo sem nenhuma proposta para os trabalhadores, a direção da Ebserh afirmou que, se a greve for iniciada na segunda, dia 30, poderá entrar imediatamente com dissídio coletivo no TST, o que encerraria o processo de mediação em curso.

Para a Condsef/Fenadsef, essa possibilidade representa um risco ao diálogo. A entidade alerta que se a Ebserh entrar imediatamente com dissídio, no caso de uma greve, ela estará cortando o diálogo, romperá o processo de negociação e prejudicará milhares de trabalhadores e o andamento das negociações junto ao governo, bem como a apresentação da proposta econômica prevista para o dia 30 de março de 2026.

Diante desse cenário, a Condsef/Fenadsef orienta a realização de assembleias nos locais de trabalho. Os trabalhadores vão decidir entre dois caminhos: iniciar a greve a partir das 7h da segunda-feira, 30 de março, ou aguardar o prazo solicitado pela empresa, suspendendo o início do movimento até as 19h da segunda-feira, 30 de março.

Além disso, os sindicatos avaliam que já existem negociações locais para garantir o funcionamento dos serviços essenciais, o que torna desnecessária a medida de dissídio por parte da direção da Ebserh.A Condsef/Fenadsef reforça que seguirá acompanhando as negociações e manterá os sindicatos informados sobre qualquer novidade.

>> Confira aqui a íntegra do comunicado enviado às entidades filiadas à Condsef/Fenadsef